A Lição Final - Resenha

Por leone em July 2008 na categoria Literatura

 ”Você não escolhe como as cartas vão vir à sua mão, mas pode escolher como jogá-las”. Essa é a idéia central de Randy Pausch, autor do livro “A Lição Final”. Tudo começou com uma aula de despedida na Universidade Carnegie Mellow, Pennsylvania, EUA, onde Randy leciona há cerca de 10 anos, que foi vista milhões de vezes no Youtube e inspirou Randy a escrever o livro, com a ajuda de Jeffrey Zaslow, colunista do The Wall Street Journal. O que faz um professor renomado de Ciência da Computação, casado e pai de 3 filhos encerrar sua carreira de professor aos 47 anos? A resposta é simples: Um câncer no pâncreas foi diagnosticado em 2006 e mesmo depois de meses lutando contra a doença no ano passado Randy recebeu sua sentença de morte; iria viver apenas mais alguns meses. A luta agora não era pra sobreviver, mas para viver um pouco mais.

 

O que podemos tirar da história de um homem comum que está condenado a morrer? O que tenho aprendido ao longo dos anos é que a causalidade das coisas que nos acometem praticamente inexiste. Se a pessoa fuma a vida toda, obviamente há grandes chances de desenvolver um enfisema pulmonar… Isso sim é uma consequência. Mas nem sempre a vida é simples assim: Faz e paga! É quando começamos a nos questionar sobre a tal causalidade. Quando vemos pessoas sadias de repente receberem um ultimato do médico lhes dizendo que lhes restam poucos meses de vida. Quando uma criança de 3 anos toma um tiro na cabeça ou quando alguém de repente é atropelado ao atravessar a rua.

 

Como cristão acredito que estou aqui de passagem e que há algo maior que toda essa banalidade que é a sociedade. Mas não consigo deixar de pensar em apenas uma pergunta: “Por quê?”. Resta-nos viver a vida intensamente até o último suspiro. Bob Dylan diz que “um homem é um sucesso se pula da cama de manhã, vai dormir a noite, e nesse meio tempo faz o que gosta”. Randy Pausch se mostra apaixonado pela vida e por sua família. Ele bem diz, ironicamente: “Estou enfrentando um problema de planejamento”. Ele se sente “sortudo” por não morrer de uma hora pra outra e poder deixar gravações de vídeo, áudios e textos de despedida para os filhos, que por serem muito novos ainda desconhecem a situação do pai.

 

Que possamos aprender com Randy sobre como amar a vida e vivê-la o máximo possível.

 

Para acessar o site do livro, clique aqui.  

A Bíblia e o erotismo

Por Luciana em July 2008 na categoria Opinião

Cântico dos Cânticos celebra paixão entre namorados com imagens fortes e sensuais. Texto mal menciona Deus, mas passou a ser interpretado como símbolo do amor divino.

“O mundo inteiro só foi criado, por assim dizer, por causa do dia em que o Cântico dos Cânticos seria dado a ele. Pois todas as Escrituras são santas, mas o Cântico dos Cânticos é o Santo dos Santos.” A frase teria sido dita pelo sábio judeu Rabi Akivá, por volta do ano 100 d.C., e explicaria porque a Bíblia aceita por cristãos e judeus de hoje abriga esse livrinho misterioso. Os oito capítulos do Cântico dos Cânticos estão cheios de sensualidade e erotismo, descrições apaixonadas do corpo de dois jovens amantes, insinuações do ato sexual — e uma única menção, que soa quase como nota de rodapé, ao nome de Deus. Como explicar, então, seu status nas Sagradas Escrituras judaico-cristãs?

Se a sensibilidade moderna estranha a presença de uma coleção de poemas eróticos no meio da Bíblia, a defesa do Cântico dos Cânticos (expressão hebraica que significa algo como “o maior dos cânticos” ou “o mais belo dos cânticos”) pelo Rabi Akivá sugere que o próprio povo judaico teve dificuldade para aceitar a obra. “Houve muitos debates sobre a canonicidade dele [ou seja, sobre sua inclusão no cânon, ou conjunto oficial, da Bíblia]. No fim das contas, os rabinos acabam aceitando o livro, que é o último a ser incluído no cânon hebraico, mas proíbem seu uso como canções seculares, em salões de banquetes”, conta Rita de Cácia Ló, professora do curso de extensão em teologia da Universidade São Francisco (SP).

Apesar da inclusão tardia no conjunto das Escrituras, há indícios de que o Cântico tem uma história antiga e complicada. As versões que conhecemos do livro trazem uma espécie de rubrica, dizendo que o livro é “o Cântico dos Cânticos de Salomão”, rei de Israel que viveu por volta do ano 950 a.C., mas a maioria dos estudiosos modernos concorda que essa atribuição é fictícia.

“Na Antigüidade era comum que alguns textos fossem atribuídos a personagens famosos, seja por representar uma continuidade dos seus ensinamentos ou por fazer alusão a momentos marcantes de sua vida ou da lenda gerada por eles”, explica Humberto Maiztegui Gonçalves, doutor em teologia bíblica e clérigo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil cuja tese versou sobre o Cântico. Como Salomão, segundo a tradição israelita, teria amado inúmeras mulheres e tido grande gosto pela literatura, seu nome teria sido “atraído” para o poema. “Além disso, Salomão nasceu das loucuras de amor entre o rei Davi e Betsabéia, que era uma mulher casada, o que talvez também possa explicar essa idéia”, lembra Rita Ló.

 Reino do Norte

Apesar da referência aparentemente fictícia ao sábio Salomão, há no texto uma rápida menção à cidade de Tirza, que foi capital do Reino de Israel, ou Reino do Norte, uma das duas monarquias nas quais teria se dividido o território israelita após a morte de Salomão, por volta de 900 a.C. O interessante é que Tirza foi capital durante um brevíssimo período de tempo, logo após a separação dos reinos, o que pode indicar que ao menos parte do poema remonta a quase nove séculos antes de Cristo. No entanto, também há sinais, no hebraico do Cântico, que o texto foi retrabalhado após a destruição de Jerusalém pelos babilônios (século 6 a.C.), ou até perto do período grego, uns três séculos mais tarde.

As teorias sobre a origem do livro são muitas. “Ele poderia ter sido composto de uma só vez, por um único autor, ou o que temos hoje é a composição de vários poemas de amor que ‘menestréis’ ambulantes cantavam nos casamentos das aldeias que percorriam”, afirma Cássio Murilo Dias da Silva, doutor em exegese bíblica pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma e autor do livro “Leia a Bíblia como Literatura”.

Com ou sem a participação de menestréis no surgimento do Cântico, um dos pontos surpreendentes no texto é a ênfase dada à voz feminina: em boa parte do texto, quem fala é uma jovem apaixonada e decidida, que procura seu amado pelas ruas da cidade, trama subterfúgios para fazer com que ele entre em seu quarto e anseia por encontrá-lo em meio à natureza, aos bosques e vinhedos, com descrições que evocam a natureza da terra de Israel na Antigüidade.

“Como a macieira entre as árvores dos bosques/Assim é meu amado entre os moços/À sombra de quem eu tanto desejara me sentei/E seu fruto é doce ao meu paladar/Ele me introduziu na sua adega/E a sua bandeira sobre mim é Amor!”, declama a jovem. Em nenhum outro texto bíblico os pensamentos e desejos da mulher ocupam um lugar de tamanho destaque. Aliás, a impressão que o texto passa é que se trata de um casal de jovens namorados, e não que os dois sejam oficialmente casados.

“Para quem tenha uma visão da Bíblia com a masculinidade como centro, isso pode chegar a ser até escandaloso. Os homens participaram, no começo, como complemento”, diz Humberto Gonçalves. Para o especialista anglicano, é possível dizer que as mulheres são as principais autoras da coleção de poemas do Cântico. “A pergunta é se sua autoria foi oral ou se chegaram a fixar a poesia por escrito”, afirma ele. De fato, era raro que uma mulher do Oriente Médio antigo soubesse ler e escrever.

 Amor humano, amor divino

Outra característica marcante do texto são os chamados “wasfs”, longas comparações poéticas em que cada parte do corpo da amada ou do amado é comparada a um objeto, animal ou lugar. Trata-se de uma fórmula literária que também aparece na poesia amorosa árabe e do antigo Egito. Nesses trechos é que a sensualidade do poema fica mais explícita. “Tua fronte por trás do véu/É como uma romã aberta/Teu pescoço é como a Torre de Davi/Da qual pendem mil escudos/Teus seios são como dois filhotes gêmeos de gazela/Pastando entre os lírios”, diz o amado em certo trecho.

“Sem dúvida, o sentido primeiro [do poema] é o amor humano, com tudo o que ele tem de paixão, crise, atração, desejo etc.”, afirma Cássio da Silva. Por que, então, a inclusão do texto sensual no cânon sagrado? A explicação mais provável, sugerem os especialistas, é o fato de que a separação entre amor humano e amor divino que existe na cultura moderna era bem menos rígida na sociedade dos antigos israelitas. “No mundo antigo, tudo, inclusive as técnicas artesanais, o amor, a guerra e até os acordos políticos e diplomáticos tinham a ver com divindades”, lembra Humberto Gonçalves.

“Não se pode separar a dimensão religiosa e mística do amor humano, porque, em larga escala, é o mesmo sentimento que Deus tem em relação a nós. O amor de duas pessoas reflete o amor com que Deus nos ama. Isso sem falar que o Cântico foi composto numa sociedade bem menos puritana e hipócrita do que a nossa”, acrescenta Silva.

Rita Ló lembra que existia uma antiga tradição na qual o amor de Deus por seu povo escolhido de Israel era visto, de forma metafórica, como o casamento de dois seres humanos, o que impulsionaria essa interpretação mística do Cântico dos Cânticos. Por outro lado, Gonçalves diz que a sensualidade do poema pode refletir uma espiritualidade pagã que influenciou os israelitas nas épocas mais antigas. Afinal, os povos vizinhos, e provavelmente os próprios israelitas, adoravam deusas em rituais de fertilidade, o que explicaria em parte a importância feminina no Cântico. Nesse caso, a sexualidade quase explícita também teria um papel espiritual para os primeiros autores do texto.     

 Vida longa e próspera

De qualquer maneira, a própria sobrevivência do Cântico em épocas posteriores pode significar que ele teve um papel de “resistência” contra os aspectos mais machistas do judaísmo, diz Ló. “Após o exílio na Babilônia, houve um período de fechamento e o crescimento de uma visão muito negativa sobre o corpo da mulher, visto como fonte de impureza. O livro contraria isso”, afirma a especialista. 

De certa forma, a argumentação do Rabi Akivá ajudou a superar essa tensão, segundo Cássio da Silva. “Afinal, o amor humano vale ou não vale por si mesmo? É ou não é expressão do amor divino? Os rabinos responderam afirmativamente a essas duas perguntas. Tanto que, no calendário judaico, o Cântico dos Cânticos é lido na festa da Páscoa [a mais importante do judaísmo]. E aí entra a mística: o sentimento do amado pela amada e vice-versa ajuda a compreender o amor de Javé por seu povo, Israel, e
nesse amor Javé desce do céu para tirar seu amado povo do Egito e dar-lhe a vida e a felicidade. De Israel, espera-se que corresponda ao amor de Javé e lhe seja fiel.”

O cristianismo atualizou essa visão ao substituir “Javé” e “Israel” por “Cristo” e “Igreja” na equação: o amor do casal no poema virou também o símbolo do amor de Cristo por sua Igreja, vista como sua “noiva”. Dessa forma, a influência do Cântico teve vida longa e acabou se estendendo ao último livro do Novo Testamento, o Apocalipse, na qual a metáfora praticamente conclui a Bíblia cristã.

Texto de Reinaldo José Lopes, do G1.

Trilha da Vida

Por jkss em July 2008 na categoria Poesia

Andando estava…

Sem saber aonde e quando chegar.

Peguei trilhas e trilhas,

Prosseguindo pois queria algo valioso.

 

Discretamente comecei a encontrar,

Vi que algumas situações podem ser mudadas

Na hora h sempre temos uma escolha

 

O tempo ele existe, mesmo sendo curto

As coisas não precisam ser do jeito que muitas vezes são.

Podem ser melhoradas, trabalhadas

Até mesmo destruída.

 

Descobri que a vida ela não se pode prender

A uma pessoa

A Um lugar

A uma situação

Ela se vive

Há seu tempo

Tem-se tempo para cada coisa

Caso contrário fica confusa de mais.

 

Descobri pessoas e pessoas.

Aquelas que gostaríamos que estivesse ao nosso lado

Mas nós mesmos as colocamos do outro

Pessoas que ficaram um pouco sim por perto

Mas deram as costas

O velho chute

Pessoas que sempre estão ao nosso lado

E por vez e outra as esquecemos ou não as damos valor

 

Passei também por aquelas trilhas

Onde a lágrima é uma companhia

Onde o erro é uma escolha tomada

 

Andando estou

Sabendo que vou continuar

Na trilha da vida

Aprendendo a trilhar.

copeland-interlude

BUUMM! Mais uma do DT!

Dessa vez, André e Ana Paula Valadão participam de uma cerimônio “lava-pés” e lavam seus pés em uma pequena bacia, e depois Ana Paula e André (bem no fim do vídeo), jogam a água de seus pés lavados no povo!

Isso é um ato espiritual ou pessoas totalmente fora da direção de Deus?

O vídeo é grande, portanto, tenham paciência e depois comentem!

dotCast #9 - Os Jovens e a Sociedade

Por Renato Cavallera em July 2008 na categoria dotCast

No ar o dotCast #9 (o The Champions) com participações especiais! O assunto é sério, mas nossos jovens heróis não se seguram e abordam o assunto com a maior insanidade possível e comum para eles.

Dessa vez a dupla RR (Rafael e Renato) recebeu a participação especial dos podcasters cristãos mais antigos em atividade no Brasil, vindo direto do site parceiro Irmãos.com, Paulinho e Adriana Degaspari abrilhantaram e brincaram muito neste podcast especial.

O assunto é delicado, porém, abordado com muito humor e carinho, junto com outros três participantes - Petty, Guilherme (guitarrista da banda Tecla SAP) e Kades (Oxigênio Records), totalizando um recorde de sete participantes no dotCast (o The Champions!), ou seja, da pra perceber que “esse dotCast promete!”. O final é surpreendente!!

Acesse:

dotScrap:

  • Use um dos badges do dotCast em seu blog, confira aqui!
  • Quer um modo mais fácil de ouvir o dotCast? Quer um modo mais fácil de divulgar o podcast do dotGospel? Fique sabendo que agora o dotCast tem seu próprio domínio na internet: www.dotCast.com.br
  • Assine o feed do dotCast: http://www.dotgospel.com/blog/?feed=rss2
  • Quer ser 4ª ou 5ª Elemento? adicione dotCastPepe e dotCastRenato em seu Skype e fique de olho no Twitter do dotGospel.
  • Envie um e-mail para oi@dotGospel.com e dê sua opinião, dica, sugestão, crítica ou bula de remédio para o dotCast.

Trilha Sonora mais uma vez cedida gentilmente pela parceirona Oxigênio Records:

Duração: 79:24

Atenção! Novos Formatos: Teremos dessa vez 3 opções de download/reprodução do dotCast.

  • Alta qualidade: 96 kbps - Arquivo grande, para quem possui internet de alta velocidade.
  • Baixa qualidade: 40 kbps - Arquivo com tamanho reduzido, para quem possui internet discada.
  • Boa Qualidade/Arquivo ZIP - O arquivo em mp3 (boa qualidade) agora somente no formato ZIP.

(parental advisory: conteúdo extremamente interessante!)

 
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Parábola do lápis

Por Hana em July 2008 na categoria Idéias

O fabricante de lápis disse aos seus lápis:
– Há cinco coisas que vocês precisam saber antes de eu enviá-los ao mundo. Sempre se lembrem delas, para se tornarem os melhores.

– Primeira: vocês poderão fazer grandes coisas, mas só se estiverem seguros na mão de alguém.

– Segunda: vocês experimentarão um doloroso processo de serem afiados de vez em quando, mas isso é necessário se quiserem se tornar melhores.

– Terceira: vocês têm a habilidade de corrigir qualquer mal-entendido que puderem ocasionar.

– Quarta: a parte mais importante em todos vocês sempre estará do lado de dentro.

– Quinta: não importa a condição, vocês devem continuar a escrever. Vocês devem sempre deixar uma marca clara e legível, não importa quão difícil seja a situação.

Os lápis entenderam os ensinamentos, prometendo lembrar-se sempre, e entraram na caixa compreendendo completamente as lições do seu fabricante.

Todo mundo junto: É DOTCAST!

Por Renato Cavallera em July 2008 na categoria Informativo, dotCast

Sei que uma das partes do dotCast mais comentadas é a introdução onde o convidado da vez grita bizarramente “É DOTCAST!”, pena nem todos poderem gritar isso em um microfone e nos mandar, mas eu sei de um jeito que você pode fazer para mostrar que escuta e gosta da gente:

Agora é só você escolher um. Estes badges são para serem colocados em seus blogs, MySpace, sites e sei lá onde mais. Basta pegar o código e por ou no html do site, ou na widget “texto” de seu blog, ou onde quiser. Ajude-nos a divulgar esse trabalho difícil que fazemos através o dotGospel e que diverte e acrescenta (ou tenta) muito nos ouvintes.

Estamos acrescentando também no dotCast #4, dotCast #5 e dotCast #6 as tão esperadas versões em baixa qualidade para que o pessoal que utiliza discada possa também ouvir o dotCast.

Pepe e eu (Renato Cavallera) agradecemos muito a cada um que está nos ajudando a melhorar cada vez mais este podcast cristão. Em breve muito mais novidades e sexta-feira tem dotCast especial com convidados especiais e queridos dentre os podcasters Cristãos. Então aguarde (se você assinou nosso feed) e confira (se você acessa direto por dotCast.com.br ou pelo dotBlog)! E não esqueça de utilizar os badges!

Até sexta e até o enDot Brasil!

Ps.: Um muito obrigado ao Andynho, nosso designer oficial, encha ele de MP pra agradecer! rs

Mais um João morreu

Por leone em July 2008 na categoria Opinião

Ligo a TV para assistir mais um Jornal Nacional. Me deparo com uma chamada sensacionalista (obviamente) sobre o desespero de um pai trabalhador que teve seu filho (João Roberto) de 4 anos fuzilado por militares no Rio de Janeiro. Outro João (Hélio) foi assassinado ano passado por bandidos que roubaram o carro de sua mãe e na correria ficou preso ao cinto e foi arrastado por quilômetros até morrer de traumatismo craniano. Lendo a notícia da morte de João Roberto pela internet não pude deixar de notar o texto. Segue:

“João Roberto estava no carro da mãe, Alessandra Amaral, quando os dois PMs começaram a disparar. O carro apresenta cerca de 20 perfurações de tiros. Os policiais afirmam que perseguiam ladrões de carro naquele momento e que confundiram o carro da família com o dos supostos assaltantes.”

No caso de serem assaltantes o fuzilamento estaria totalmente justificado. Eram assaltantes, oras!

Em outra parte:

O secretário estadual da Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, classificou a ação de desastrosa e admitiu a falta de preparo dos PMs na abordagem de suspeitos. Ele afirmou que “um fato como esse não tem desculpa”, mas ponderou que os policiais que atuam no bairro da Tijuca estão sob constante tensão.”

Amanhã, provavelmente outra notícia vai tomar conta dos noticiários e os “Joãos” vão virar história, que provavelmente vai ser contada em algum Globo Repórter num futuro não tão distante. A pergunta que me faço é se algum dia vou ver a polícia não usar nenhuma arma e ser respeitada. Se algum dia no país em que nasci e escolhi viver vou poder ver assaltantes presos e não fuzilados por policiais “sob constante tensão”. Levanto todos os dias bem cedo, durmo tarde e corro um grande risco de estar fazendo isso em vão, pois amanhã posso ser o próximo João.

Deus me livre de ser brasileiro!

Dexter e o código de Harry que todos seguimos

Por Thiaguitar em July 2008 na categoria Arte, Artigos, Espiritual

dexter_ralo Dexter é uma famosa série de TV, exibida pela FOX e no client de Torrent mais próximo de você, onde o protagonista é um serial killer que mata outros assassinos do mesmo naipe.

O especialista da polícia da cidade encantada dos apóstolos foragidos, Miami, contém o seu desejo assassino por meio de um código de conduta ditado por Harry, seu falecido pai adotivo. Basicamente o código se resume a:

  • Só matarás assassinos de pessoas inocentes
  • Só matarás quando existirem provas concretas contra a maldade da vítima
  • Não deixarás pistas

A série, subversiva a níveis altíssimos, usa a inteligência e a sutileza para questionar padrões de comportamento e ética.Eis a controvérsia: Dexter com toda a sua contida maldade é um retrato de cada um de nós, cristãos ou não.

A Bíblia afirma que todos nascemos em pecado, logo isso nos afasta de Deus. Esse distanciamento de Deus pode ter inúmeros significados. A maior conotação do estar afastado é o fato de que fomos criados à imagem e semelhança do Criador, porém o pecado nos distancia, logo não somos como Ele. Não ser como Deus é ser mau. Ele é amor, se não somos mais à sua semelhança não somos mais dotados de amor. Aí então surge o código que coloca os limites em toda a nossa deturpada e má natureza.

Nosso herói Dexter foi afastado de sua imaculada natureza infantil, ao ver sua mãe ser morta com uma serra elétrica. Desse em momento em diante, o assassino começa a nutrir a sua deturpada personalidade de serial killer. Harry está o tempo todo colocando limites à esse desejo, mostrando alternativas para que o garoto venha salvar-se, não do próximo mas de sua própia má-índole.

Deus é o nosso guia. Está o tempo todo a impor limite em nossa natureza. Ele não o faz de modo repressor mas, entende que nascemos assim e nos oferece alternativas para que a auto-destruição não culmine o nosso fim. Imagine um mundo sem qualquer influência de princípios cristãos. Por mais que o mundo todo não se converta à nossos ensinos do Cristianismo, o que penso ser positivo, toda a humanidade possui no seu amago o código de Deus, e graças a esse sistema de "regras" a criação ainda não está em extinção.

A conduta da humanidade dentro dos padrões divinos é tão influente que mesmo quando ela não está totalmente explícita, ela ainda estará lá. Pode-se tentar subvertê-la mas sempre dará no mesmo: o homem fugindo dele mesmo como única alternativa de sobrevivência.

Curtindo a Criação VIII

Por as em July 2008 na categoria Espiritual, Fotografia

10th Wedding Anniversary Rose, originally uploaded by afsilva.

Essa rosa foi do buquê de flores que dei minha esposa no dia 20 de Junho, quando comemoramos 10 anos de casado.

O versículo para foto fica sendo:

Cantares de Salomão

2:1 Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.